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  • Foto do escritorDiego Richene

Os principais fatores que levam os bancos à falência e como prevenir.




Os bancos são instituições financeiras que exercem papel fundamental na economia mundial. Eles realizam diversas atividades como conceder empréstimos, receber depósitos, efetuar pagamentos, emitir cartões de crédito, entre outras. Entretanto, há uma série de riscos associados às atividades bancárias, que podem levar a falência de bancos e, consequentemente, ter impactos negativos em toda a economia. Neste artigo, vou citar os principais fatores que levam a quebras de bancos e como prevenir.


Processos que levam os bancos à falência


Existem diversas razões pelas quais um banco pode falir, sendo as mais comuns: a má gestão de riscos, falta de liquidez, problemas de solvência, insuficiência de capital, crises econômicas e falhas na governança corporativa. A seguir, abordo de forma resumida cada um desses fatores:


Má gestão de riscos: essa é uma das principais causas de falência de bancos. Ela ocorre quando a instituição não consegue identificar e gerenciar os riscos associados às suas atividades, como o risco de crédito, o risco de mercado e o risco operacional. Isso pode levar a perdas financeiras significativas, que podem comprometer a solvência e a liquidez do banco.


Falta de liquidez: outra causa comum de falência de bancos. Ela ocorre quando o banco não tem recursos financeiros suficientes para atender às suas obrigações de curto prazo, como o pagamento de depósitos e empréstimos. Isso pode levar a uma corrida aos bancos, em que os depositantes tentam retirar seus fundos, o que pode agravar ainda mais a situação de liquidez do banco.


Problemas de solvência: isso está relacionado à capacidade de um banco em cumprir com suas obrigações de longo prazo, como o pagamento de empréstimos e a remuneração de seus investidores. Um banco é considerado insolvente quando o valor de seus ativos é inferior ao valor de suas obrigações. Isso pode ocorrer quando o banco concede empréstimos de alto risco que acabam se tornando inadimplentes.


Insuficiência de capital: O capital de um banco é a diferença entre seus ativos e suas obrigações. Um banco com baixo nível de capital pode não ter recursos suficientes para cobrir perdas financeiras significativas. Isso pode levar a uma situação em que o banco não consegue honrar suas obrigações, levando à sua falência.


Crises econômicas: As crises econômicas podem afetar significativamente os bancos, reduzindo a qualidade dos ativos e aumentando a inadimplência dos empréstimos. Isso pode levar a perdas financeiras significativas, que podem comprometer a solvência e a liquidez do banco.


Falhas na governança corporativa: A governança corporativa é responsável por garantir que o banco seja gerenciado de maneira ética e eficiente, com a devida transparência e prestação de contas aos acionistas e demais stakeholders. Falhas na governança corporativa podem levar a uma má alocação de recursos, conflitos de interesse, corrupção e outros problemas que podem comprometer a solvência e a liquidez do banco.


Uma rápida passagem na gestão de tesouraria de um banco


A gestão de tesouraria é uma atividade vital para a sobrevivência e prosperidade dos bancos. Ela se refere ao conjunto de processos que envolvem a administração de ativos e passivos da instituição, com o objetivo de garantir a liquidez e rentabilidade do negócio.


Os principais objetivos da gestão de tesouraria dos bancos incluem a gestão de riscos financeiros, o gerenciamento de fluxo de caixa, a captação de recursos de curto prazo, a gestão de liquidez e a análise de cenários econômicos.


Para atingir esses objetivos, os bancos utilizam diversas técnicas e ferramentas, como a alocação de recursos em diferentes classes de ativos (como títulos públicos, ações, câmbio, entre outros), a captação de recursos por meio de depósitos a prazo e outras fontes, o uso de instrumentos financeiros derivativos para gerenciar riscos, a utilização de modelos matemáticos para análise de cenários econômicos e a monitoração constante do fluxo de caixa da instituição.


Uma das principais preocupações da gestão de tesouraria dos bancos é a gestão de riscos financeiros, que podem ser classificados em três categorias principais: risco de crédito, risco de mercado e risco operacional. O risco de crédito se refere à possibilidade de que um tomador de empréstimo não pague a dívida, gerando perdas financeiras para o banco. O risco de mercado se refere às oscilações de preços que podem afetar o valor dos ativos do banco. Já o risco operacional se refere a eventos imprevistos que podem gerar perdas financeiras para o banco, como falhas em sistemas de tecnologia ou problemas de gestão.


Para minimizar esses riscos, os bancos adotam uma série de medidas preventivas, como a diversificação do portfólio de ativos, a avaliação criteriosa do perfil de risco dos tomadores de empréstimos, a adoção de políticas de gerenciamento de risco, entre outras.


Além disso, os bancos devem estar preparados para lidar com situações de estresse financeiro, como uma crise econômica ou um choque no mercado financeiro. Para isso, a gestão de tesouraria deve contar com uma reserva adequada de liquidez e capitalização, bem como com um plano de contingência para situações de emergência.


Prevenção de quebras de bancos


A prevenção de quebras de bancos passa pela adoção de práticas de gestão de riscos eficientes, pela manutenção de níveis adequados de liquidez e capitalização, pela adoção de práticas de governança corporativa transparentes e eficazes, pela diversificação de portfólio e pela análise constante de cenários econômicos.


É importante também que os governos e os bancos centrais criem mecanismos de supervisão e regulação para garantir a estabilidade financeira do sistema bancário como um todo. Em casos de crise financeira, os governos e bancos centrais podem intervir para salvar bancos que apresentem riscos sistêmicos, evitando assim uma crise maior.


Exemplos de bancos que quebraram ou foram salvos


Ao longo da história, diversos bancos quebraram e foram salvos por governos e bancos centrais. Um exemplo recente é o caso do Lehman Brothers, que quebrou em 2008 durante a crise financeira mundial. O governo dos Estados Unidos decidiu não salvar o banco, o que gerou um efeito cascata que agravou ainda mais a crise financeira.


Outro exemplo é o caso do Banco Espírito Santo, em Portugal, que quebrou em 2014. O banco foi dividido em duas entidades, uma para os ativos bons e outra para os ativos ruins, evitando um colapso financeiro maior no país.


Por outro lado, há exemplos de bancos que conseguiram evitar a falência, como o Banco do Brasil, que em 1995 passou por uma crise financeira, mas foi salvo por um plano de reestruturação e recapitalização. O banco conseguiu se recuperar e hoje é uma das maiores instituições financeiras do país.


Conclusão


Os bancos são instituições financeiras fundamentais para a economia mundial, mas também apresentam riscos significativos que podem levar a quebras e impactos negativos na economia como um todo. A gestão de riscos eficiente, a manutenção de níveis adequados de liquidez e capitalização, a adoção de práticas de governança corporativa transparentes e eficazes, a diversificação de portfólio e a análise constante de cenários econômicos são fundamentais para prevenir quebras de bancos.


Além disso, é importante que os governos e bancos centrais criem mecanismos de supervisão e regulação para garantir a estabilidade financeira do sistema bancário como um todo. Em casos de crise financeira, a intervenção de governos e bancos centrais pode ser fundamental para evitar quebras de bancos que apresentem riscos sistêmicos.

Por fim, é importante destacar que a escola austríaca tem uma visão crítica sobre os bancos e sua função na economia, defendendo a adoção de práticas financeiras mais transparentes e eficientes para evitar instabilidades e inflação.


Espero que tenham gostado deste artigo! Deixe as suas dúvidas nos comentários, legal? Um abraço e até a próxima!

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